Por Claudio Farias
Presidente Lula em entrevista à TV Centro América (Foto:
Ricardo Stuckert/PR)
Reuters - A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,8 por
cento nos três meses até julho, em linha com o esperado por economistas e
marcando o menor nível para o período desde o início da série do governo, em
2012, evidenciando a força do mercado de trabalho no país em um momento em que
o Banco Central tem reiterado surpresa com a força da atividade econômica.
A taxa recuou 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre
imediatamente anterior, de fevereiro a abril, e caiu 1,1 ponto sobre o mesmo
período de 2023, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) nesta sexta-feira.
A população desocupada caiu para 7,4 milhões, menor número
de pessoas procurando por uma ocupação no país desde o trimestre encerrado em
janeiro de 2015.
A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a
taxa de julho ficaria exatamente em 6,8 por cento por cento no período.
No trimestre, o rendimento médio real das pessoas ocupadas
ficou estável frente ao período anterior, em 3.206 reais, com alta de 4,8% na
comparação anual.
O BC tem reforçado em sua comunicação que o mercado de
trabalho tem apresentado dinamismo maior do que o esperado. Nesta semana, o
presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, apontou que já há
sinais "ainda incipientes, mas mais claros" de que o aperto no
emprego possa estar sendo transmitido para os preços de serviços "de uma
forma mais prolongada".
O BC se reunirá em meados de setembro para deliberar sobre
os juros e a aposta do mercado é de alta da taxa Selic, atualmente em 10,5% ao
ano.
BRASIL 247

0 Comentários