O ex-advogado da Odebrecht disse que foi perseguido por não aceitar a contratação do escritório que seria do ex-juiz.
Por Claudio Farias
O advogado Rodrigo Tacla Durán também prestou depoimento
para a delegada Paula Fontenelle, da Polícia Federal, nesta segunda-feira.
A delegada acompanhou a audiência na 13a. Vara da Justiça
Federal e, logo depois que o juiz Eduardo Appio decidiu encaminhar o processo
para o STF, a delegada iniciou uma videoconferência com Tacla Durán, para
colher o depoimento.
A ação foi encaminhada para o Supremo Tribunal Federal em
razão da prerrogativa de foro de Sergio Moro e Deltan Dallagnol,
respectivamente senador e deputado federal.
Luís Costa Pinto: denúncia de Tacla Duran contra Moro e
Dallagnol foi um 'baita cavalo de pau da História'
Tacla Durán apresentou um áudio de um advogado que foi
intermediário de uma proposta para contratar escritório de advocacia que seria
de Sergio Moro.
O áudio foi exibido pelo ex-advogado da Odebrecht. Neste
momento, pela citação de Moro, o juiz Eduardo Appio disse que encerraria a
audiência, para não ficar impedido de atuar no processo, já que a prerrogativa
para julgar senador e deputado é do STF.
Pode haver interpretação divergente pelo fato dos supostos
crimes atribuídos aos dois terem sido cometidos antes do início do mandato
parlamentar.
No áudio, o advogado Sergio Martins conta que recebeu a
visita de Carlos Zucolotto Júnior e de Fábio Aguayo no Sindicato dos Hotéis em
São Paulo.
Tacla Durán tinha sido vice-presidente jurídico da entidade
e, por isso, mantinha relação com Sergio Martins.
O advogado diz que Aguayo e Zucolotto sugeriram a
contratação de um escritório de advocacia que seria de Moro, o que é ilegal no
exercício da magistratura.
Tacla Durán também apresentou uma fotografia em que os dois
aparecem, com diretores e o advogado na porta do Sindicato dos Hotéis.
O ex-advogado da Odebrecht conta que, por não aceitar a
contratação do escritório, ele foi perseguido por Moro.
O juiz Appio disse que a Polícia Federal tem o
"poder-dever" de iniciar uma investigação a partir das informações de
Tacla Durán.
Fábio Aguayo é amigo e cabo eleitoral de Moro. Diretor do
sindicato de bares e restaurantes de Curitiba, Aguayo é tão próximo de Moro que
foi ele quem aproximou o então juiz do cantor Fagner.
Joaquim de Carvalho -Brasil 247
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